Terça-feira, 23 de Janeiro de 2007

"Democracia de Afectos"

Há tanto tempo que nada aqui se escrevia! Já tinha saudades! As nossas vidas às vezes são complicadas, às vezes não temos tempo, não temos inspiração, mas sobretudo, às vezes não temos paciência!!!

Comecei a pensar neste meu desleixo...e resolvi deixa-lo para trás! Afinal ainda há tanto para dizer (que é como quem diz postar)!

Não tenho nada em concreto para vos dizer... Há tantos assuntos que fervilham na minha cabeça! Basta olhar para o actual panorama nacional e ver daquilo que estou a falar: o referendo do aborto ou, ainda, a triste luta por uma inocente menina... Há tanta coisa por dizer! 

Acho que me enganei quando disse que não tinha nada de concreto para vos dizer... afinal até tenho... falem! escrevam! Nunca deixar de dizer ao mundo aquilo que sentimos e pensamos, mais do que um direito, é um dever! No fundo, é anunciarmos a Boa Nova e dizer aos outros que precisamos de uma "Democracia de Afectos"! 

publicado por permanece às 13:42
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De Zed a 25 de Janeiro de 2007 às 00:11
Aí está uma questão com muito que se lhe diga.. Comecemos por desmistificar o sentido e significado de Despenalização, tendo em conta o actual referendo. Basicamente o que se pretende realmente não é de facto uma Despenalização mas sim uma Liberização e para todos os efeitos Irresponsabilização para quem efectua abortos.
A questão que se põe prende-se principalmente pelo saber geral, de que o aborto é de facto realizado sem escrúpulos por quem bem o entende e/ou julga que necessita. Acontece que a Constituição Portuguesa apenas permite o aborto em casos especiais já aqui abordados, daí que esta nova lei que poderá eventualmente surgir seria nada mais do que dar licensa legal quer às clínicas quer aos cidadãos para efectuarem o aborto sem qualquer problema, visto que actualmente quem abortar "só porque lhe apetece" está a cometer um acto ilegal e como tal incorre num possível processo judicial que provavelmente acabará em prisão e humilhação pública, já que os casos de aborto levados a tribunal são muito raros e têm geralmente, uma grande cobertura noticiosa.
Ora o que inocentemente se pretende com a despenalização será acabar com estes casos, contudo a possível lei acarreta muitas outras questões morais, éticas e legais.

Há uma outra questão que necessita obrigatoriamente de ser abordada que é, se o aborto de facto acontece todos os dias (ainda que em segredo) porque não torná-lo legal? O aborto acarreta risco de saúde para que o faz pois há muita coisa que pode correr mal sendo possível que acabe em morte. Quando isso acontece quem é que vamos responsabilizar? A clínica? A vítima? Ou será.... Exacto... Ninguém. Pois é. O lado positivo da despenalização será, a meu ver, que pelo menos (supostamente) haverá condições para efectuar o aborto em clínicas licensiadas sendo então os riscos minimizados e se algo efectivamente correr mal então (também supostamente) haverá algo que se possa fazer em relação a isso (espero eu).

Atiro agora a batata para vocês, Sim ou Não está nas vossas mãos (ou canetas, se e quando forem votar lolol )

Big up ..
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